quinta-feira, 19 de maio de 2011

Solidão




Quando a solidão fala,
a voz cala.
É que já não há nada, nada.
O momento se faz silêncio,
um grito surdo, mudo, sem eco.

Agora,
a solidão que fala.
Minha foz cala,
meus olhos entristecidos,
vaga neste firmamento...
Os planos já desfeito,
os meus sonhos padece.

A solidão fala alto, grita!
Eu já sem voz,
esqueço a música,
apago a poesia...
A solidão sufoca, 
não há alegria.

Meu peito reclama,
minha alma inflama,
implora companhia.
Não há harmonia,
sem poesia.
Somente neste momento,
a solidão em chama.


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