segunda-feira, 31 de outubro de 2011

FINADOS




F ica o peito já em chama
I nflama as lembranças
N o fundo a alma clama
A presença daqueles que o coração ainda ama
D os queridos que um dia se foram (Roney, Mãe, Zana!) Hoje,
O coração hoje só saudades reclama
S audades, saudades, em lágrimas derrama!

domingo, 30 de outubro de 2011

Recordando Roney e suas histórias...


Essa história é "real", real na imaginação de duas crianças, de 8 e 10 anos, e por tantas vezes contei, como boas lembranças em momentos de descontração. Lembrança dos meus oito anos... e de você Roney, que trago no peito grande saudades, faleceu aos doze anos. Irmão querido, aventureiro, esperto, malandrinho, cheio de vida e sonhos. Ah quanta saudades!
Roney era feito de imaginação fértil que contagiava, me encantava e me enrolava, suas histórias sempre me faziam viajar... eram fabulosas, encantadoras...
Morávamos no Maringá-Velho e, mudamos para a Morangueirinha, uma outra vila em Maringá, o Roney veio com essa:
-Lene, descobri um jeito de irmos no Maringá-Velho, sem precisar de circular, carro, ou mesmo ter que ir a pé!
Eu curiosa:
-Mesmo?! Como?
O Roney começa...
-Eu e o Nicanorzinho, estávamos andando no pomar, na fazenda Maringa, e eu chutava as folhas caídas no chão. Meu pé enroscou numa argola, eu abaixei, afastei as folhas e perguntei. Nicanorzinho, o que é isso?
O Nicanorzinho disse:
-Não é nada não, são coisas do meu avô. Deixe quieto.
Humm, eu marquei bem o lugar, enterrei novamente a argola entre as folhas e pensei, volto aqui mais tarde.
O Nicanorzinho foi para a escola, eu voltei ao pomar, cheguei no mesmo lugar, tirei as folhas e novamente avistei a argola. Puxei, e abriu uma tampa que dava para um túnel. Entrei, era um túnel bonito, e eu vi logo a frente, uma porta com vários botões ao lado. Apertei alguns botões e a porta se abriu. Entrei e logo vi outra porta, e lá os botões ao lado, repeti a operação anterior e a porta se abriu também.
Entrei e encontrei um carrinho, legal, você precisa ver, lindo, a gente pode mudar de cor, se você quiser. Neste carrinho, cabe duas pessoas, sentei e vi que tinha nele também muitos botões. Conforme eu apertava, o carrinho andava e portas se abriam à frente e se fechavam atrás de mim.
De repente, uma porta se abriu e eu voei fora do carrinho e fui cair no Maringá-Velho.
-Nossa! Roney, que legal! Me leva lá agora, quero ver, quero ir também no Maringá-Velho.
-Vou te levar sim, mas só domingo, domingo de manhã o pomar está mais tranquilo, vamos sem ninguém notar.
- E pra voltar? Como fazemos?
- Não se preocupe, eu sei o lugar certinho pra encontrar o túnel na volta.
- Posso chamar a Ivete (minha amiguinha)?
- Não Lene, o carrinho  é só pra dois, com o tempo eu vou ampliar, por enquanto é só nós dois e, não conte pra ninguém tá?
- Ah! Ta bom.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O susto


Meia noite, cansada e com sono, eu vinha caminhando pela rua já deserta, quando, de repente, ouvi umas pisadinhas leves atrás de mim. Senti um frio no estômago, a pele começou a suar frio, mesmo com o sangue fervendo, desejei olhar pra trás, mas faltou-me a coragem.
Pensei... E se eu correr? Senti medo de meus pensamentos, como se já não fossem mais secretos e qualquer um pudesse ouvi-los. Tentei calar até em pensamentos, controlando minha respiração. Mas o som de minha respiração era forte, ensurdecedor.
Sem coragem de correr, pensar, medo de respirar, queria seguir em frente sem temer.
O som das pisadinhas leves atrás de mim era real, isso eu não podia negar, porém pareciam-me fortes e eram amedrontadoras. E minha respiração, com barulho audível, se misturava com as pisadelas deixando-me em verdadeiro pânico.
Comecei a caminhar mais rápido e meus passos eram choque no chão que davam um som agudo. As pisadinhas, do mesmo jeito: leves atrás de mim.
Ai meu Deus! Clamei, dai-me coragem!
Olhei neste momento o céu, ao avistar a lua, senti que dava um sinal de proteção.
A coragem brotou leve, tímida em mim.
Olhei para trás e aliviada, percebi ser meu vizinho que caminhava tranquilamente também em direção a sua casa.
Acenou com a mão e disse:
Boa noite menina!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Meu amigo


Meu Amigo
Hoje pensando em você...
Eu desejei só ter o amigo ao meu lado.
Pra falar das mesmas coisas,
dividir os nossos planos...
como se tudo fosse um.
E numa massa homogênea,
assim que pronta,
a satisfação fosse a mesma...
Recíproca!
Hoje eu desejei,
bem no fundo do meu coração.
O meu amigo para ouvir, ouvir, ouvir...
como canção
Mas, que eu pudesse também...
falar... falar... falar...
União!
E nessa conversa,
se só risos viessem...
Como seria bom!
Mas se lágrimas não pudéssemos conter,
sempre pronto o ombro amigo
fosse esse, o travesseiro mais querido...
Abrigo !

Vida Passageira?


Alguém disse: "Essa vida é  passageira!"
Penso: Passageiros somos nós.
E você o que me diz?

Canto o nosso amor


Ah seu moço!
Em um certo momento
Não sei como nem sei onde.
Só sei que meu olhar se cruzou com o teu perdidamente.
Em nosso olhar, um brilho transparente...
Sorri!

Ah seu moço!
Em meu coração fez-se alvoroço.
E eu desejei um só carinho teu.
Nem pensei que neste breve olhar
Você acorrentaria para sempre minh'alma...
Neste eterno amar...
...agitantando a minha calma.

Fez-se amor sublime;
Fez-se encanto e poesia;
Hoje eu canto nosso amor em calmaria.

Fez-se vagalume
A brilhar em noite escura
E eu cigarra em contínuo canto
Cantando tua alma pura!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Escrevo assim




Escrevo assim, devagarinho, simples...
Quem sabe para sempre...
Porém se meus versos ficarem esquecidos,
engavetados, perdidos...
... falaram o que meu coração no momento sente.

Escrevo assim, 
As vezes sem rimas.
Ou rimas repetidas,
muitas vezes nelas insistidas.
Mas, escrevo sempre o que minh'alma sente;
Ah! Até quando mente.

Escrevo assim,
fora de regras...
Quando penso ter feito um haikai,
me concentrei tanto na métrica,
e me distraí em rimas desnecessárias;
Fica sem classificação.

Escrevo assim,
do jeito que quero.
Sem tanto esmero.
Escrevo o amor que sinto.
A dor, o que pressinto.
Escrevo o que queria ocultar.
Escrevo a saudade que dá.
E o que não queria nem comentar.

Escrevo como se estivesse te falando.
Porque se não fosse assim,
talvez não me compreenderia.
Ficaria vago, na busca do nexo.

Escrevo sentimentos,
Sentimentos meus;
Em momentos de empatia os teus.
E assim, vou escrevendo emoções;
E marcas da memória.
Escrevendo assim, nossa história.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sonhos meus - Soneto


És o motivo do meu deitar.
Buscar meu sono, logo sonhar...
Sonhos que sempre você vai estar
É em meus sonhos que eu posso te amar.

És a razão que me faz acordar feliz!
Efeitos da noite que me fizestes passar.
Realizando em sonhos o que sempre quis.
Sonho teus beijos, teus carinhos, sonho amar... amar...

Tão distante, porém, em minhas noites tão presente!
Não tens consciência, mas o meu amor te traz.
E permanece até a alvorada despontar.

Em êxtase, fico eu a cantarolar em paz
Canto o amor, canto as fantasias... emoções somente.
Ah ansiosa espero a noite voltar...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

LEONARDO - 13 anos

L ibertando-se meu garoto
E o meu bebê cresce... vejo-o homenzinho se tornar
O corpo tomando formas viris
N a face mistura-se o menino e o homem
A h! E o que está por vir?
R eflito, como orientá-lo agora?!
D itar regras, abrir mão da autoridade?...
O menino deixar tomar sua maturidade.

           Lindo 13 anos... isso é mais uma vitória
           Eu não tenho como esconder minha alegria!
           O meu AMOR por você é infinito...

                          PARABÉNS MEU AMOR... QUE TUA VIDA SEJA UM ETERNO SORRIR!