quinta-feira, 24 de maio de 2012

Meu canto triste


Hoje meu canto é triste
Canta a saudade que insiste
O vazio que ficou quando partiste
Canta as lembranças que ainda persiste.

Hoje meu canto só chora,
Meu canto não é som de viola.
Nem canto de rouxinol.
Eu falo canto, mas no entanto é só triste.

Hoje meu canto pede acalanto,
Meu canto deságua em pranto.
Meu canto sem música, sem notas ou acordes é só espanto.

Hoje meu canto é alma fria sem manto.
Meu canto não tem mais encanto.
E hoje a chuva lá fora se une ao meu pranto.

Bicho homem




Está cada vez mais complicado entender o bicho homem. O danado pensa que é o caçador, mas se não for caçado, com unhas e dentes, ah! Ele mesmo não pega nada.
Vivem na busca da mulher, diz que querem uma companheira, não sei se querem a perfeita, acho mesmo é que não querem. Porque quando encontra uma, rasga todas as sedas que há para ela, e ela, põe-se a sonhar, e ele vai, sem hora pra voltar. Só com a promessa de que virá.
Andam de bares em bares, passam uma noite inteira, olhando, olhando... o que seria a sua preferida, continua olhando e bebendo sem parar, quando param de vez em quando, é uma saidinha para fumar. Não há um movimento de quem vai dar o primeiro passo.E, não é porque não tem mulheres bonitas, nem porque elas não dão bola. Nem tão pouco porque não são interessantes, sem conteúdos. Tem muitas mulheres, cheias de charme, ativas, com estabilidade pessoal e com um coração louco para amar, doar-se.
Elas se põe belas, produzidas, perfumadas e com sua auto confiança aumentada, não podem acreditar que o tal bicho homem está em falta para elas.
Eu vejo mesmo que a espécie anda em extinção e, não estou gostando nada disso.
Se não fosse a música que dá a emoção, as conversas com as amigas que tem um lado terapia e descontração, sair não seria a melhor opção.É, os homens de hoje preferem casos esporádicos, sem nenhum esforço para conquistar, para manter o que poderia ser o seu amor.
E assim deixam o tempo passar. Tornando o momento então, de total solidão. Solidão para ele, solidão para ela, companhia sem um laço, só ocupando espaço. 
Cuidado homem, está virando um bicho em extinção!

                          


terça-feira, 15 de maio de 2012

Talvez


Talvez eu poderia agir como máquina, mas não me sinto como máquina.
Eu não sou programada, não faço nada premeditado.
(Eu sinto e ajo, eu quero e desisto),
Talvez fosse bom agir assim, fazer parte deste mundo de vez.
Mas,  esse negócio de agir como se fosse programada não será nunca para mim, não faço as coisas sempre iguais, nem me realizo assim.
(Se eu escrever uma frase, e tiver que reescrevê-la sem copiar e colar, nunca sairá igual).
Eu não sei passar nada a limpo, porque tudo vira novo, sofre algumas rejeições e ganha algumas observações.
Talvez você me observa, analisa, como se fosse possível me conhecer, ah, nem eu consigo.
(Enlouqueci meu psicólogo assim).
Talvez você julga estar à frente, mas já caminhei antes léguas adiante de ti.
(Talvez pouco aprendi, será?).
Talvez no momento em que você fala com simpatia, 
sua voz soa para mim a demagogia; 
talvez pareça ironia;
(Eu penso: não gosto disto).
Talvez você exija demais,
 ou queira resultados além do que eu tenho a dar.
Mas, em tudo que faço ponho o meu coração, eu preciso sentir gosto, prazer para me valer.
Se não for assim, eu sei que vou sofrer.
(Se não correspondi, não foi por querer).
Talvez eu também fiz parte deste jogo,
como peça, sendo manipulada para dar resultados feliz!
Ah isso não é para mim.
(Não satisfaço ao jogo enfim)
Talvez o fato de eu gostar da sinceridade, de corresponder ao que eu tenho como princípios, honestidade e lealdade, não seja o que o jogo pede.
(Por isso é melhor me por fora da caixa).
Talvez o desejo que eu tive em  fazer o melhor, 
nunca será o melhor para ti.
(Que pena).

Eu pensei que buscar a qualidade,  seria sem atropelar os meios. 
A cada ato, como se fosse único, com o tempo que o ato exige.
(Isso não é qualidade enfim?)
(Ah! mas só assim eu teria a certeza de que valeu a pena).
Talvez eu precisasse sim ouvir mais,
falar é bom, mas ao ouvir, aprende-se  mais.
Mas se eu não ouvia como devia, talvez foi porque não fui ouvida como merecia. 
(A acusação sempre antes da justificação).
(Ou foi desdém então?)
Talvez eu não olhe mais para trás,
 talvez eu queira esquecer, 
talvez eu procure um novo amanhecer.
Talvez eu chore e queira voltar, talvez tenha boas lembranças a recordar;
Talvez ainda tenha muito a aprender ou a ensinar.
(Sempre tem).
Talvez.








quinta-feira, 10 de maio de 2012

NOSSA AMADA MARINGÁ




Multicores tem na minha querida
Amada Maringá!
Resplandece a beleza das flores
Igual a ela não há
Nas largas avenidas
Graça em seus flamboyans, sibipirunas, Ipês,
A cada estação a encantar!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vida Moderna



Hoje, em meio aos pedregulhos da vida moderna, como desejo estar em um campo florido, tudo colorido, e... cheio de morangos! Saboreando assim toda a sua doçura! 
Porém essa vida adulta, sem muitos atrativos,  nos coloca em campos, 
nem sempre floridos, 
nem tão colorido,
não para saborear os morangos, 
sim para a luta! 
Dá uma vontade imensa de cavar um buraquinho, suficiente para ficar bem escondidinha lá. 
É assim que quase sempre me sinto. 
Ah! Mas sou impulsionada por esta vida moderna a prosseguir, e até contra minhas vontades: LUTAR!
É a vida, que é luta constante, com os seus dissabores!